A carteira consolidada da Prevcom apresentou rentabilidade de 1,24% em janeiro, superando a meta de referência de 0,70% (IPCA + 4,5% a.a.) no período.
O resultado foi sustentado, principalmente, pelo bom desempenho da renda variável doméstica e pela manutenção de retornos elevados na renda fixa pós-fixada, em um ambiente ainda caracterizado por taxa básica de juros em patamar elevado.
As leituras mais recentes de inflação confirmam um quadro relativamente positivo no curto prazo. O IPCA-15 de janeiro registrou 4,5% em 12 meses, com composição qualitativamente mais favorável: os bens industriais seguem contribuindo para a desinflação, enquanto os núcleos e a inflação de serviços continuam apresentando desaceleração marginal.
No campo da política monetária, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% a.a. na reunião de janeiro e indicou que, mantidas as condições esperadas, deverá iniciar o ciclo de flexibilização na reunião de março. O ritmo de cortes seguirá condicionado à moderação da atividade econômica, à dinâmica cambial e à ancoragem das expectativas inflacionárias. As sinalizações recentes apontam para uma Selic ao redor de 12,5% ao final de 2026, no cenário-base.
Após um início de ano marcado por maior apetite internacional por risco, o mercado acionário brasileiro ingressou em 2026 em ambiente mais construtivo do que o observado no encerramento de 2025. Em janeiro, o Ibovespa registrou valorização de 12,56%, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pela expectativa de início do ciclo de cortes de juros.
Nesse contexto, o segmento de Renda Variável da Prevcom apresentou alta de 11,73% no mês, contribuindo de forma relevante para o desempenho consolidado.
Apesar da forte recuperação, o cenário ainda requer cautela. A valorização recente convive com incertezas relacionadas ao comportamento dos EUA, à deterioração do quadro fiscal doméstico, à trajetória das expectativas de inflação e às tensões geopolíticas internacionais, fatores que podem elevar a volatilidade ao longo do ano.
O fluxo estrangeiro direcionado ao mercado brasileiro também contribuiu para a apreciação do real frente ao dólar no período. A moeda norte-americana apresentou desvalorização frente ao real, impactando negativamente o resultado da carteira de Investimentos no Exterior, que registrou retorno de -2,10% em janeiro.
O efeito cambial se reflete nos investimentos internacionais: a valorização do real reduz o retorno em moeda local dos ativos globais, mesmo quando o desempenho das bolsas no exterior é positivo.
Na Renda Fixa, a manutenção da Selic em 15% a.a. continuou sustentando retornos elevados nos ativos pós-fixados. Em janeiro, os fundos indexados ao CDI apresentaram rentabilidade de 1,17%, ligeiramente acima do CDI do mês (1,16%). Nos prazos mais longos, o juro real ofeeecido pelos títulos públicos federais permanece elevado, acima dos 7,5%.
O ambiente de inflação corrente mais favorável, aliado à sinalização de início do ciclo de cortes em março, contribuiu para estabilidade das curvas de juros em níveis atrativos para posições compradas.
No segmento de Crédito Privado, o desempenho também foi positivo, com retorno de 1,20% no mês. O resultado foi favorecido pelo fechamento de spreads, especialmente em debêntures incentivadas. A retomada da captação líquida e a oferta mais contida no mercado primário exerceram pressão baixista sobre os prêmios de risco.
Nos ativos pós-fixados, os spreads permaneceram comprimidos, em linha com o observado no final de 2025, sustentados pela elevada liquidez dos fundos de crédito.
Para 2026, a perspectiva de início da flexibilização monetária tende a favorecer uma reprecificação gradual dos ativos de crédito, com maior potencial de ganho de marcação a mercado nos papéis indexados à inflação e prefixados.
A Prevcom mantém postura prudente e disciplinada na gestão dos investimentos, com foco na preservação do patrimônio, na geração de rentabilidade consistente e na sustentabilidade de longo prazo dos planos administrados. O desempenho superior à meta atuarial no mês reforça a solidez da estratégia adotada e a aderência às diretrizes de investimento estabelecidas.











